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Sábado, 31 de Outubro de 2009

Capitulo 14

Não, não podia ser… Ela não merecia, eu não merecia! Aquilo não podia estar a acontecer… A Demi, deitada na estrada, uma mancha da sangue á sua volta… Não! Quando dei por mim estava a correr para a sua beira, o meu cérebro estava mais lento que o meu corpo… Não conseguia pensar, apenas agir…em desespero! Não sei se chorei, se me magoei quando me atirei para a sua beira. Apenas agia! Olhei para o seu rosto, na sei porquê… ela estava desfocada, eu não conseguia ver correctamente!

O Taylor chamou a ambulância. “Tem de se acalmar!” Dissera-me o médico, já no hospital. Não conseguia, nem se quer tinha forças para o tentar, ela deitada no chão, a mancha de sangue, de angústia, de desespero, de infelicidade, de Morte! A minha morte, a minha morte interior… Eu não era nada sem a Demi, sem a minha melhor amiga.

Estava no hospital, não sei se sentada ou em pé, ou em posição estava… Eu reagia por instinto o que me fazia não ter noção de nada. Apenas de que a Demi estava em perigo de vida, e eu não conseguia viver sem ela. Talvez pareça um drama de adolescentes, “Não consigo viver sem ela!”. Mas é a mais pura das verdades… Perdemos um namorado, falamos com as melhores amigas e arranjamos outro… Perdemos um pai ou mãe, é claro que não vamos arranjar outros, mas quem nos apoia é sempre a melhor amiga… Perdemos uma melhor amiga, em quem nos apoiamos? Não temos ninguém! E não se arranja uma facilmente, porque uma melhor amiga não é para sempre, é para a eternidade!

Visualizei o que me rodeava, estava sentada, o Taylor estava à minha beira. O Nick estava com o Joe, também não devia ser fácil para ele… Decidi deixar de pensar, voltar a agir por instinto, sofria-se menos.

Ficamos ali, à espera de notícias, não sei por quanto tempo. Os médicos não diziam nada, e não eram os únicos. Por mais que Taylor ou mesmo Nick tentassem, eu não abria a boca, agia instintivamente – como disse - ou seja para falar precisava de pensar e eu não queria, custava-me muito. Por mais que tenta-se não o fazer – pensar – era impossível, naquele momento dava tudo para ser irracional, não ter de pensar, não ter de pensar no que aconteceu à Demi, em quem a atropelou…

O médico finalmente chegou, deixei-me estar, do sítio onde estava dava perfeitamente para ouvir o que ele dizia, senti que o Taylor ficou comigo, mas que Nick e Joe se levantaram.

-“A menina Demetria está em coma, tem um traumatismo craniano. Está com prognóstico reservados, e não podemos adiantar muito mais”.

-“E podemos ir vê-la?” – Perguntou Nick. Provavelmente Joe deve estar fraco de mais para falar.

-“Sim, podem! Um de cada vez, e não podem lá estar mais de dez minutos.”

-“Obrigado!”

Coma?! Prognostico Reservado?! Isto não está bom, nada bom! A Demi, não!

-“Queres ir vela depois do Joe?”- Perguntou-me Nick enquanto se punha de joelhos á minha frente, para ficar ao mau ‘nível’.

Fiz um esforço, tinha de lhe responder…

-“Não…” – Disse com voz fraca. Não queria ir vê-la, não queria vê-la numa cama de hospital, não queria vê-la a sofrer! Eu era demasiado fraca para isso, no fundo era uma cobarde, só me importava comigo e com mais ninguém, apenas queria saber do meu sofrimento…

Naquele momento odiava-me, se eu soube-se nunca teria começado a pensar de novo, só me fez mal! Muito mal mesmo…

Passei o resto do dia lá sentada sem dizer nada, só quando o meu pai me foi buscar é que me lembrei que era Dia de Natal, o pior Natal da minha vida.

Fui para casa dormir, apesar de ter sono, não o conseguia fazer, simplesmente não conseguia, ao fim de horas e horas lá consegui dormir.

Acordei, tinha de ir para as aulas, já estávamos em Fevereiro e a Demi continuava em coma, eu continuava quase sem falar e as únicas pessoas que me conseguiam arrancar palavras da boca eram o Nick e o Taylor. Tinha ido ver a Demi uma vez ao hospital, custou-me tanto, tanto vê-la naquela cama… Nunca mais lá voltei, apenas ia ao hospital, não entrava no quarto.

Levantei-me e fui para as aulas… As minhas notas tinham descido a pique, não queria pensar e agia instintivamente, isso trazia negas e faltas disciplinares… A única disciplina que não piorara foi a Educação física, os desportos são um pouco instintivos por isso…

Arrastei-me até ao meu sítio, ao pé de Nick, e á frente de Kevin. Joe ainda não tinha chegado. A aula começou e alguém bateu á porta passado cerca de 15 minutos.

-“Entre.”-Disse a stora com voz autoritária.

Joe entrou e dirigiu umas palavras á professora. Dirigiu-se para a nossa beira com um sorriso, o que era estranho, nos últimos tempos ele nunca, mesmo NUNCA sorria!

 

 

Aviso: A pedido de muitas familias (lol) vou fazer votações no blog, sobre muita coisa... a seguir vou postar a primeira. Espero que votem e que nao façam muita batota!

 

Não se eskeçam de comentar!

estou: Com fome
a ouvir...: nenhuma

publicado por Anaa.j às 23:45
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